Comunicado

Abitim001/2021

Fevereiro /2021

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INDÚSTRIA DE TINTAS E VERNIZES PARA IMPRESSÃO VIVE CENÁRIO DESAFIADOR

 

Setor mantém compromisso de atender os clientes, mesmo enfrentando dificuldades com matérias-primas, embalagens e fretes internacionais.

 

A pandemia trouxe novos desafios para a indústria de tintas de impressão, vernizes de sobreimpressão e vernizes de acabamento. Desde o primeiro trimestre de 2020, o setor enfrenta incertezas em um nível inédito.

No primeiro momento, houve uma previsão generalizada de queda de demanda, que levou muitos produtores de matérias-primas essenciais para essas tintas e vernizes a reduzir drasticamente a oferta. Juntamente com isso, ocorreram interrupções ou diminuições substanciais da produção em algumas plantas ao redor do mundo, provocadas por problemas técnicos e operacionais, assim como por paradas para manutenção e até por fatores climáticos. “Foi o caso, por exemplo, dos pigmentos, assim como de produtos como o acrilato de butila, o ácido acrílico, as resinas termoplásticas, as resinas epóxi, os polipropilenoglicóis, os óleos vegetais e minerais, os monômeros e oligômeros base para vernizes UV, entre outros”, explica Andréa Rosso Baladi, presidente da Abitim – Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão. O mesmo ocorreu com as embalagens de aço, plástico e papelão, que vivenciaram um desequilíbrio entre oferta e demanda que provocou escassez de produto e aumentos expressivos nos custos.

 

 

Andréa Rosso Baladi

Presidente da Abitim

“A demanda pelos produtos do nosso setor foi pouco afetada nesse primeiro momento da pandemia – especialmente graças ao fornecimento à indústria de alimentos. Porém, na sequência, como ocorreu com outras indústrias que utilizam as mesmas matérias-primas, vivenciamos a rápida e imprevista retomada de parte das atividades econômicas, iniciada com o reaquecimento da economia chinesa”, afirma Andréa Rosso Baladi. “Essa mudança no ritmo das atividades fez com que os preços de commodities se elevassem significativamente no mercado internacional, acima de 50% em muitos casos, o que teve forte impacto para nós”. No Brasil, onde a demanda também voltou a níveis próximos do normal, essa situação foi agravada pela forte desvalorização cambial: a alta do dólar no ano foi de 29,3%.

Os problemas logísticos também causaram dificuldades: a pandemia impactou as atividades portuárias e as operações de transporte em geral, levando a congestionamentos em portos, falta de contêineres e escassez de mão de obra especializada. O resultado são atrasos nas remessas e aumentos nos preços dos fretes marítimos – o que é extremamente danoso para setores como o de tintas de impressão, que dependem, em grande parte, de produtos importados. Por exemplo, no caso de importações vindas da Ásia, os valores de fretes chegam hoje a ser três vezes maiores do que em 2019. Para completar o quadro, no transporte rodoviário há ameaças de paralisações e de aumentos de fretes, em função dos reajustes nos combustíveis.

“A situação é desafiadora. No entanto, nossa indústria permanece forte e continuará produzindo e atendendo aos nossos clientes. Estamos atentos a possíveis problemas pontuais de abastecimento e a outros impactos ao setor”, assegura a presidente da Abitim.

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